domingo, 23 de agosto de 2015



 
 
Autismo
 

 
 
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento, no qual há alteração que prejudica a interação, a comunicação e o comportamento. Ou seja, é marcado pela dificuldade na comunicação social.
 
 
 
 
 
Dia do autismo
 
 
Todo 2 de abril comemora-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data decretada pela ONU (Organização das Nações Unidas), desde 2008, pedindo mais atenção ao transtorno do espectro autista, nome oficial do autismo.
A incidência do autismo em crianças é mais comum e maior do que a soma dos casos de AIDS, câncer e diabetes juntos. No Brasil estima-se que tenhamos 2 milhões de autistas, mais da metade ainda sem diagnóstico. Segundo pesquisa, a proporção é de uma criança autista para cada 150 nascimentos
 
Em 2011, foi realizado no Brasil, o maior evento da história, abrangendo todos os estados. Agora, em 2012, o objetivo é que o evento seja ainda maior, com monumentos sendo iluminados de azul na data, como o Cristo Redentor (no Rio de Janeiro), a Ponte Estaiada, o Viaduto do Chá, o Monumento à Bandeira, a Fiesp e a Assembleia Legislativa (em São Paulo), a torre da Unisa do Gasômetro (em Porto Alegre), o prédio do Ministério da Saúde (em Brasília) e muitos outros locais.
 
No mundo estarão iluminados também vários cartões-postais, como o Empire State Building (nos Estados Unidos), a CN Tower (no Canadá) entre outros — é o movimento mundial chamado “Light It Up Blue”, iniciado pelos estadunidenses.
 
O azul foi definido como a cor símbolo do autismo, porque a síndrome é mais comum nos meninos — na proporção de quatro meninos para cada menina. A ideia é iluminar pontos importantes do planeta na cor azul para chamar a atenção da sociedade, poder falar sobre autismo e levantar a discussão a respeito dessa complexa síndrome.
 
 
 
 
 
Sinais típicos do autismo
 
Algumas características podem ajudar você a desconfiar quando a criança tem autismo.  Alguns  traços de autismo podem se confundir com características semelhantes  a   outras pessoas que podem ser tímidas ou  gostar  de aventuras. Mais isso não as leva necessariamente a serem consideradas autistas até porque quem vai fazer o diagnóstico é o especialista.
O autismo não é uma condição limitadora. O diagnóstico precoce permite que as pessoas com autismo sejam pessoas felizes e bem inseridas socialmente.

Um dos sintomas mais comuns é quando a criança não responde ao ser chamada pelo nome.  Age como "surda" mesmo quando ouve. 

  • Dificuldade de contato visual.
  • Dificuldade em interagir com outras crianças. Não participa de brincadeiras coletivas.
  • Evita o contato físico.
  • Dificuldade em aceitar quebra na rotina.
  • Risos ou choro inapropriados.
  • Apego inapropriado a objetos.
  • Parece não temer o perigo.
  • Pode parecer inquieta e apresentar agitação psicomotora. Andar pra lá e pra cá, mexendo em tudo, não parando um minuto ou pode parecer preguiçosa, letárgica, necessitando de um grande estímulo para mover-se.
  • Usa pessoas como ferramenta. Pode não apontar com o dedo para o objeto que quer alcançar. Segura em seu braço e leva até o objeto desejado, como se usasse a sua mão como ferramenta.
  • Utiliza objetos de forma muito particular. Brinca de forma incomum. Pega um carrinho, por exemplo, e o vira ao contrário e é capaz de passar horas girando a rodinha.
Apresenta alteração sensorial. Pode cair no choro por causa de um simples toque ou pode machucar-se e não demonstrar dor.



     
     
    Desenvolvimento cognitivo
     
    A noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo.

     Na verdade, o que se chama de autismo nada mais é do que um tipo de comportamento que se caracteriza por três aspectos fundamentais. Primeiro: são crianças que parecem não tomar consciência da presença do outro como pessoa. Segundo: apresentam muita dificuldade de comunicação. Não é que não falem, não conseguem estabelecer um canal de comunicação eficiente. Terceiro: têm um padrão de comportamento muito restrito e repetitivo. Atualmente, qualquer indivíduo que apresente esses sintomas, em maior ou menor grau, é caracterizado como autista.

    O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos.

     De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
    1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
    2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
    3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
    Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e autossuficiência.
     
    Recomendações
    * Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
    * É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
    * Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
    * Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
    * Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

     
     
     Autismo x  Síndrome de Asperger
             Importante ressaltar que Asperger publicou os seus estudos na Alemanha, no final da 2ª Guerra Mundial, mas somente nos últimos dez ou quinze anos é que o termo Síndrome de Asperger tem sido utilizado em diagnóstico.  
     
    Autismo
     
     - Incapacidade de se relacionar afetivamente com as pessoas desde os primeiros anos.
     - Uma ansiedade excessiva e desejo de manter na mesmice.
     - Falta da Linguagem falada ou uso da Linguagem sem Intenção comunicacional.
      - Sensibilidade acima da média para estímulos internos e externos.
     - Fascinação por objetos como uma folha, tampas ou cordas, que são tratados com habilidade e destreza.
        

    Síndrome de Asperger
    - Falta de reciprocidade e empatia nas interações sociais, apesar de desejar certo grau de Interação.

    - Dependência de rotinas repetitivas e uma necessidade de uniformidade nos ambientes.

    - Habilidade de memorização de detalhes dentro de um estreito campo de interesse.

    - Fala formal desenvolvida prematuramente, mas mecânica e pode parecer estranha e pedante.

    - Atenção acima da média para estímulos externos e internos.

    - Falta de destreza motora – marcha e postura diferenciadas.
     
      
     

     Vídeos recomendados:

    ABC Autismo
















    METODO TEACCH - Trabalhando  cores

















     Série 'Autismo' no FANTASTICO (Ep 01)  



     
     Série 'Autismo' no FANTASTICO (Ep 02)
















    Série 'Autismo' no FANTASTICO (Ep 03)  

















    Matéria Síndrome de Asperger no Fantástico



     
     FREUD EXPLICA-AUTISMO E ASPERGER-PARTE 1  
















    Síndrome de Asperger -entrevista- parte 2-FREUD EXPLICA

















    Se Liga Brasil Menino autista de 14 anos
     pode ter QI maior que o de Einstein


















    GNT - Síndrome de Asperger - Parte 01/02

















    GNT - Síndrome de Asperger - Parte 02  



















    Filme francês  " O cérebro de Hugo"





    Adam
    Adam, um rapaz com síndrome de asperger, é apaixonado por astronomia, e passa a morar sozinho após a morte do pai. Tem um único amigo para apoiá-lo, Harlan. O filme trata do seu relacionamento com uma nova vizinha, a professora Beth. Foi escrito e dirigido por Max Mayer, que teve a ideia quando ouviu uma entrevista de um homem que sofria da doença. Foi premiado no Sundance Film Festival e no Method Fest Independent Film Festival do ano seguinte.






     Experimentando a vida (Molly)

    Elisabeth Shue interpreta Molly, uma jovem autista que sai do período de internação e fica sob os cuidados de seu irmão, Buck (Aaron Eckhart). Ele permite que a irmã inicie um tratamento experimental. Molly se transforma em um gênio, com inteligência superior, para a surpresa de Buck. Mas esse progresso acaba sendo relativo, já que Molly não se livra completamente da sua extrema concentração autista. Buck e sua irmã enfrentam agora outro grande desafio.


















    Loucos de Amor (versão dublada)
    Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto, ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida.


















    O mundo necessita de todos os tipos de mentes -Temple Grandin



    Mary Temple Grandin é uma mulher com autismo (de alto funcionamento), também conhecido como Síndrome de Asperger, que revolucionou as práticas para o tratamento racional de animais vivos em fazendas e abatedouros. Bacharel em Psicologia pelo Franklin Pierce College e com mestrado em Zootecnia na Universidade Estadual do Arizona, é Ph.D. em Zootecnia, desde 1989, pela Universidade de Illinois. Hoje ministra cursos na Universidade Estadual do Colorado a respeito de comportamento de rebanhos e projetos de instalação, além de prestar consultoria para a indústria pecuária em manejo, instalações e cuidado de animais. Atualmente ela é a mais bem sucedida e célebre profissional norte-americana com autismo, altamente respeitada no segmento de manejo pecuário.
    Na juventude ela criou a "máquina do abraço", uma engenhoca para lhe pressionar como se estivesse sendo abraçada e que a acalmava, assim como a outras pessoas com autismo. Sua vida foi tema do filme Temple Grandin, em 2010, quando ela foi mencionada pela revista Time na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, na categoria dos "Heróis".

     


    SÍNDROME DE DOWN
     
     

     
    A síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.
    A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas.
     
    As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.


    O diagnóstico

    O diagnóstico preciso é feito através do cariótipo que é a representação do conjunto de cromossomos de uma célula. Na figura  é apresentado um cariótipo de um paciente portador da SD. O cariótipo é, geralmente, realizado a partir do exame dos leucócitos obtidos de uma pequena amostra de sangue periférico. É também possível realizá-lo, antes do nascimento, depois da décima primeira semana de vida intra-uterina, utilizando-se tecido fetal.
    Atualmente tem sido utilizado um marcador ultrassonográfico que pode sugerir o diagnóstico da SD na décima segunda semana gestacional. Trata-se de uma medida, denominada translucência nucal, que é obtida da região da nuca do feto. Valores acima de 3 mm são característicos de alguns problemas congênitos (presentes ao nascimento), entre eles, a SD.  A incidência da SD é de aproximadamente, 1 para 800 nascidos vivos.


     


     Todos os indivíduos devem ter 46 cromossomos dentro de cada célula, sendo que 23 deles vêm do pai e 23 vêm da mãe. No ano de 1958, um geneticista chamado Jerome  Lejeune, percebeu que no caso da síndrome de Down havia um erro de distribuição. As células dos portadores possuíam 47 cromossomos, e o que vinha a mais se mantinha ligado ao par número 21. Desta forma surgiu o termo “trissomia do 21” para se falar da doença. Em homenagem ao primeiro médico a relacionar as características físicas dos portadores, John Langdon Down, o geneticista deu à enfermidade o nome de síndrome de Down.
    Existem três tipos principais de trissomia do 21. No tipo simples ou padrão a pessoa possui 47 cromossomos em todas as células. No tipo translocação o cromossomo extra fica grudado em outro, portanto, a pessoa ainda possui 46 cromossomos, mas não da forma normal. E no tipo mosaico algumas células possuem 47 e outras 46 cromossomos.
     
     
     Como são os bebês com síndrome de down ?


    Os médicos frequentemente são capazes de reconhecer os bebês com síndrome de Down imediatamente após o seu nascimento. Tipicamente, os recém-nascidos com síndrome de Down têm diferenças na face, pescoço, mãos e pés, bem como no tônus muscular. O conjunto dessas características dá início às suspeitas do médico.Depois de examinarem seu bebê, os médicos geralmente irão solicitar estudos cromossômicos, para confirmar o diagnóstico. A criança com SD, desde o início, apresenta reações mais lentas do que as outras crianças; provavelmente isso altera sua ligação com o ambiente. O desenvolvimento cognitivo é não somente mais lento, mas também se processa de forma diferente. O desenvolvimento mais lento pode ser consequência dos transtornos de aprendizagem. À medida que a criança cresce, as diferenças mostram-se maiores, já que as dificuldades da aprendizagem alteram o curso do desenvolvimento.


    Tônus muscular baixo




    Os bebês com síndrome de Down têm tônus muscular baixo, denominado de
    hipotonia. Isso significa que seus músculos são relaxados e dão a impressão de serem “frouxos” ou “moles”. O tônus baixo geralmente afeta todos os músculos do
    corpo.

    A síndrome de Down não afeta a capacidade de crescimento e aprendizagem de seu filho, porém o tônus muscular baixo prejudica o desenvolvimento de habilidades como rolar, sentar, levantar e caminhar. Outra área em que o tônus muscular baixo pode afetar o desenvolvimento de seu bebê é a alimentação e aceitação de alimentos sólidos, pois os músculos da boca têm tônus muscular baixo.
    Outra área em que o tônus muscular baixo pode afetar o desenvolvimento de seu bebê é a alimentação e aceitação de alimentos sólidos, pois os músculos da boca têm tônus muscular baixo.
    A hipotonia não tem cura, isto é, o tônus muscular de seu filho provavelmente será sempre um tanto mais baixo do que o das outras crianças. Entretanto, muitas vezes pode melhorar ao longo do tempo, e pode ser melhorado por meio de fisioterapia. Dessa maneira, é atribuída uma grande importância à boa fisioterapia para ajudar as crianças com tônus muscular baixo a se desenvolver adequadamente, em especial quando são muito jovens.


     Terapia física













































     




















    Alfabetização






































    Vídeos recomendados


    Um olhar diferente sobre as coisas


















    A repórter com síndrome Down
     

















    Bailarina


















    Modelo síndrome de Down
    A australiana Madeline Stuart,  tem síndrome de Down e trabalha
    como modelo. No Instagram, a adolescente já tem mais de 70 mil seguidores.

     

    Jovem José Omar Dávila rege a orquestra
    sinfônica juvenil na Venezuela





















    Mãe escreve carta para homem que disse que seu filho com Síndrome de Down era ‘feio’
     


    Megan Mennes, uma américa de Houston, no Texas,  escreveu uma  carta ao homem que criticou seu filho, Quinn, que tem Síndrome de Down. Em uma foto postada por ela em sua conta no Instagram, o usuário JusesCrusTHD deixou um comentário seco: “Feio”. Em seu blog, Megan postou sua resposta.
    “Caro troll”, começa a professora de Inglês, “eu não quero fazer suposições sobre você, mas posso adivinhar, pela sua imaturidade e ignorância, que você pouco sabe sobre o desamparo que os pais sentem quanto veem seu filho sofrer com doenças respiratórias. Quinn estava doente na semana passada, mas melhorou bastante na sexta. Nós decidimos sentar no quintal e pegar sol depois da escola. Não há, no mundo, muitas coisas melhores que ver seu filho, que estava doente, abrir um sorriso, e eu tirei uma foto e postei no Instagram com a hashtag #síndromededown”.
    “O fato de você achar meu filho feio é uma coisa”, segue o relato. “Você tem direito à sua opinião. Mas o fato de você intencionalmente buscar por #síndromededown para achar fotos e fazer insultos (infelizmente, Quinn não é a única vítima do seu comportamento) é, ao mesmo tempo, infantil e triste”, explicou Megan. Em pouco tempo, o rapaz recebeu tantas críticas que decidiu apagar suas contas das redes sociais.


    “Isso não é uma piada. Isso é bullying virtual. Obviamente, denunciei seu perfil. Essa não será a última vez que alguém fará menos do meu filho porque ele é diferente. Não será a última vez que alguém fará piada às suas custas, mas buscar ativamente pessoas reais para zoar é mais que cruel. É inumano”, declarou. “Eu apenas espero que meus filhos aprendam a ignorar comentários ignorantes e a tratar os outros com respeito e dignidade. Todos merecemos, até mesmo você”, concluiu Megan.





    Extra. Globo.com













    terça-feira, 21 de julho de 2015

     
    DIFICULDADES
    DE APRENDIZAGEM NA ESCRITA E FALA
     
     
     
     
     
     
     
    DISLALIA
      
       Consiste na má articulação das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando uma pelo outro, ou ainda distorcendo fonemas. A falha na articulação das palavras pode ainda ocorrer a nível de fonemas ou sílabas.
        É feita uma pesquisa das condições físicas dos órgãos necessários à articulação das palavras, verifica-se também a mobilidade destes órgãos: palato, lábios e língua, assim como a audição tanto quanto  a quantidade como também a qualidade (percepção) auditiva. É importante uma estimulação da percepção auditiva. É uma estimulação da percepção auditiva para que a criança ou adulto possa identificar e corrigir a sua emissão de fonemas, sílabas, palavras e frases.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
    GAGUEIRA
     
      Falar é um ato, uma forma de expressão oral ou verbal.
     
      É um comportamento que depende de muitos fatores, como integridade dos órgãos da fala, desejo ou necessidade de se comunicar, conhecimento da língua.
     
      Há tantos modos diferentes de falar quanto a imensa variedade do ser humano. Falar quanto a imensa variedade do ser humano. Falar é uma aprendizagem, uma ação que se aprende e se desenvolve pela vida a fora.
     
      Gaguejar é um comportamento particular de falar, que o indivíduo  desenvolve, com uma variável de características, tensão muscular, tensão respiratória, repetição de fonemas, alongamento de fonemas, repetição de palavras, movimentos "auxiliares" de rosto, ou de braços ou qualquer parte do corpo; movimento de fuga dos olhos e outras tantas formas  diferentes quantas formas diferentes quantas forem as pessoas que gaguejam.
     
      É natural em qualquer pessoa, em algum momento, hesitar ao falar, retroceder na formação da frase ou do pensamento; a insegurança  em algumas vezes se reflete na forma de falar, assim como a raiva, o amor ou qualquer sentimento.
     
      Muitas vezes passa a fugir de determinadas palavras ou situações, chegando até a afetar a sua auto estima.
     
      É necessária uma conscientização ou seja um levantamento minucioso da sua forma de falar , os aspectos envolvidos, posterior dessensibilizarão dos maus hábitos  e paralelamente o estudo ou a observação dos bons padrões de fala moderando os diferentes aspectos envolvidos.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
     
    DISLEXIA
     
       A Dislexia corresponde a uma  perturbação a nível da leitura e escrita, cuja frequência  tem vindo a aumentar progressivamente.
     
        O  termo Dislexia é aplicável  a uma situação na qual a criança é incapaz  de ler com a mesma facilidade com que leem as  do mesmo grupo etário, apesar de possuir um inteligência normal, saúde e órgãos intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos normais, bem como instrução adequada.
       
        À medida que o tempo passa, aumenta o número de crianças que terminam o seu período escolar obrigatório sem a influência de  leitura e escrita que se considera adequada.
     
        Trata-se de um problema social grave que tem preocupada pais, educadores, psicólogos e médicos. Dessa preocupação tem resultado, a nível mundial, a procura de processos capazes   de  resolver a  situação. É de  supor que os resultados pouco satisfatórios, até então obtidos , resultem  em uma abordagem  incompleta do problema Dislexia.
         
        
     UMA CRIANÇA DISLÉXICA
     
       Associada à Dislexia encontra-se, a maior das vezes, uma Disgrafia, ou seja, dificuldades da transcrição escrita da linguagem falada.
      
       A nível gráfico são frequentes as confusões, as omissões e as invenções. A apresentação é defeituosa, de tal modo que, muitas vezes, a criança não consegue seguir as linhas.
       
        Diagnóstico e tratamento
     
    Material e métodos de diagnóstico
     
    Distinguimos dois grande tipos de diagnóstico e de  intervenção  clínica: o psicólogo e o médico.
     
    A nível  psicológico, pode ser utilizado  o teste central para disfunção perceptiva a reprodução, em cópia e em memória, da Figura Complexa de Rey (F.C.Rey).
     
     Quando se tornou necessário considerar  a hipótese de uma deterioração mental ou simplesmente confirmar os dados da F.C.Rey, utilizamos o Teste de Retenção Visual de Benton.  Este teste permite avaliar a diminuição ou deterioração das funções cognitivas.
     
      Trata-se de testes pontuáveis e  mesmo tempo qualitativos que nos permitem avaliar com grande precisão o grau de disfunção dos indivíduos testados.
     
     Diagnóstico precoce
     
      No tratamento do disléxico, há, ao nível da clínica médica, neste âmbito da correção das perturbações posturais e proprioceptivas, três processos que se completam:
     
      Reprogramação Postural e Psicomotricidade;
     
      Modificação da informação visual através  de lentes prismáticas de pequena Potência.
     
      Apoio Psicopedagógico especializado.
     
      
     
     
    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
    DISGRAFIA
     
      Pode-se definir a disgrafia  como um deficiência  na qualidade do  traçado gráfico sendo que, essa deficiência, não deve ter  uma causa um "déficit" intelectual e/ou neurológico. Está portanto, falando  de crianças de inteligência média ou acima da média, que por vários motivos apresentam uma escrita ilegível ou demasiadamente lenta, o que lhes impede um desenvolvimento normal da escolaridade.
     
      A disgrafia, também chamada "letra feia", não está necessariamente associada à disortográfica. No entanto, a criança que tem dificuldades para escrever corretamente a linguagem falada, apresenta geralmente uma disgrafia. Na maioria destes casos, a "letra feia" é consequência das dificuldades para recordar a grafia correta para representar  um determinado som ouvido ou elaborado mentalmente.
     
     Neste sentido, a criança escreve devagar, retocando cada letra, realizando de forma inadequada as uniões entre as letras ou, amontoando-as com o objetivo de esconder os erros ortográficos. É possível, porém, encontrar crianças disgráficas que não apresentam qualquer tipo de disortográfia.
     
     Principais características encontradas em crianças disgráficas:
     
    a) Má organização da página: este aspecto está  intimamente ligado à orientação espacial. As crianças com dificuldades em organizar adequadamente sua escrita  numa folha de papel, apresenta um distúrbio de orientação espacial. Sua escrita caracteriza-se  pela apresentação desordenada do texto com margens mal feitas ou inexistentes, espaços  entre palavras e entre linhas irregulares e escrita ascendente ou descendente.
     
    b) Má organização das letras: a característica principal deste aspecto é a incapacidade da criança em submeter-se às regras caligráficas. O traçado apresenta-se de má qualidade, as hastes são deformadas, os anéis empelotados, letras retocadas, irregulares em suas dimensões e atrofiadas.
     
    c) Erros de formas e proporções: refere-se ao grau de limpeza do traçado das letras, sua dimensão (demasiado pequena ou demasiado grande), desorganização das formas e escrita alongada ou comprida.
     
     
     
     
     
     
    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
    DISTOGRAFIA
        Espera-se que ao terminar o  Ensino Fundamental, a criança já faça uso da escrita de forma adequada. Para tanto, deve ter conhecimento de todos os símbolos gráficos que representam os sons falados; deve ter entendido a relação existente entre linguagem falada; deve saber juntar os símbolos gráficos para formar unidades linguísticas com sentido; e, usar corretamente a pontuação. No entanto, nem todas as crianças têm facilidade em aprender a usar os processos gráficos para representar a linguagem oral. Geralmente, estas crianças são classificadas de disortográfia.
     
       Ao se falar em disortográfia, três critérios devem ser levados em consideração: o nível de escolaridade, a frequência e os tipos de erros. Esses critérios permitem  a relação do diagnóstico de uma criança disortográfica de forma objetiva e concreta, pois nem todas as crianças  que apresentam dificuldades para escrever corretamente a língua falada, podem ser chamadas de disortográficas.
     
       No processo de escolaridade, a ocorrência de trocas ortográficas é esperada dependendo da série em que a criança se encontra.
     
       Assim, no 1º ano de ensino fundamental, é esperado que a criança apresente uma grande quantidade e variedade de trocas entre letras porque a relação entre palavra impressa e som, ainda não está totalmente automatizada. Da mesma forma, no ano posterior é comum que uma criança cometa erros quando escreve palavras.
     
      Outro critério que deve merecer atenção para a o diagnóstico da disortográfia é a frequência das palavras têm menos uso. Fica claro, portanto, que avaliar a ortografia de uma criança usando-se palavras que não se não se pode esperar que a criança escreva corretamente uma palavra que não conhece graficamente, nem graficamente, nem compreende seu significado.
     
      Já a variável "tipo de erros", vai permitir que se realiza a classificação das trocas ortográficas em níveis que obedecem às dificuldades ortográficas existentes na linguagem escrita. Neste sentido, um determinado erro pode ter valor maior  e merecer mais atenção  do que outro erro.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
     
    AFASIAS
     
       É a perda parcial ou total da capacidade de linguagem, de causa neurológica central decorrente de AVC ( Acidente Vascular Cerebral ), lesões cerebrais nas áreas da fala e linguagem. Conforme a extensão e localização da lesão o paciente pode apresentar um ou mais sintomas.
     
    Dentre os sintomas estão a perda total ou parcial da  ou das habilidades :
     
    • articulação das palavras;
    • perda da fluência verbal; dificuldade de expressar-se verbalmente - nomear objetos- repetir palavras - contar - nomear - por exemplo os dias da semana - meses do ano - ou ainda perda da noção gramatical;
    • interpretar o que ouve, é como se a pessoa mesmo ouvindo, ficasse "surda" para as palavras, não reconhecendo o significado das mesmas. Muitas vezes consegue perceber alguma palavra e deduz o restante da comunicação;
    • ler;
    • escrever;
    • organização gestos de forma a representar ou comunicar o que quer. Por exemplo o paciente não consegue com gestos mostrar o que deseja comer ou indicar que deseja comer; 
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     
     
     
     
    
     
     

    sexta-feira, 19 de junho de 2015



    Malba Tahan: O homem que calculava





  • Filho de professores, cujo maior patrimônio eram os nove filhos, Júlio César nasceu no Rio de Janeiro, no dia 06 de maio de 1895.
  • Júlio César não foi bom aluno de matemática no Colégio Pedro II: chegou a tirar dois em uma sabatina de álgebra e cinco em uma prova de aritmética. Criticava veementemente a didática da época que classificava como o detestável método de salivação.
  • Nasce o personagem: Em 1919 Júlio César, depois de tentar inutilmente publicar alguns artigos seus, no jornal O Imparcial onde trabalhava, convenceu o editor a publicar os artigos de um certo R. S. Slade, que, segundo ele, estava fazendo enorme sucesso nos Estados Unidos. O primeiro de todos os artigos publicados com o pseudônimo R.S. Slade foi A vingança do Judeu. Entre 1918 e 1925, Júlio César estudou árabe, leu o Talmude e o Corão, estudou História e Geografia do Oriente e, combinado com Irineu Marinho, do jornal A NOITE, criou o personagem Ali Iezid Izz-Eduim Ibn Salim Hank Malba Tahan.






  • O livro "O homem que calculava"  narra as aventuras e proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir, personagem central de eventos que se desenrolaram na Bagdá do século XIII, cujas peripécias se tornaram lendárias e encantaram reis, poetas, xeques e sábios.

    Sucesso de vendas no Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1939 e reeditado várias vezes - já chegou a sua 75ª edição. Lido por várias gerações, o livro, foi também traduzido para o espanhol, o inglês, o italiano, o alemão, o francês e o catalão.

    Sob a forma de romance o livro apresenta alguns problemas dentro da paisagem do mundo islâmico medieval, resolve e explica diversos problemas, quebra-cabeças e a história da matemática e, inclui, ainda, lendas e histórias pitorescas, como, por exemplo, a lenda da origem do jogo de xadrez e a história da filósofa e matemática Hipátia de Alexandria e, ao longo de sua obra, o autor, por ser um grande estudioso da cultura islã, faz sempre referências à essa cultura no livro, dando uma real impressão de que tudo ocorreu mesmo entre beduínos do deserto, xeques, vizires, magos, princesas e sultões.

    O Homem que Calculava nasceu em uma pequena aldeia de Khói, na Pérsia, onde muito jovem, pastoreava um grande rebanho de ovelhas e ao recolhê-las ao abrigo, no final do dia, contava-as várias vezes com receio de ser castigado por negligência.

    Aos poucos, foi desenvolvendo sua habilidade para contar, tanto que num relance calculava sem errar o rebanho inteiro e, assim, começou a exercitar contando pássaros, formigas, pequenos insetos, folhas de árvores, chegando à proeza de contar todas as abelhas de um enxame. Após trabalhar durante anos, usando seus dons matemáticos, como responsável pelas plantações e as vendas dos frutos, seu patrão lhe deu férias por quatro meses.

    Beremiz decidiu partir para a cidade de Bagdá e a caminho, durante uma de suas paradas para exercitar seus cálculos, conhece Hank Tade-Maiá — narrador da história — um bagdali que voltava, em seu camelo, de uma excursão à famosa cidade de Samarra, nas margens do Tigre.

    Samir conta-lhe sua história e Hank impressionado com suas grandes habilidades matemáticas, convenceu-o de que esta habilidade poderia proporcionar, a qualquer pessoa, um meio seguro de ganhar riquezas invejáveis na capital ou mesmo Bagdá, e, assim, o jovem Beremiz Samir, decidiu acompanhar Hank até Bagdá e sem mais preâmbulos, acomodou-se como pode em cima do único camelo que possuiam rumo à gloriosa cidade e, a partir deste encontro casual, tornaram-se companheiros e amigos inseparáveis.

    Durante a viagem pelo deserto Beremiz ia se exercitando contando pássaros, galhos e folhas das árvores e quando deparava com diferentes problemas ou conflitos matemáticos vivenciados pelos viajantes que cruzavam e que aparentemente sem solução, Beremiz, com sua grande capacidade de raciocínio lógico os resolve de forma simples e transparente, explicando aos seus observadores como chegou a tais conclusões, e, em algumas situações, recebe alguma recompensa, porém, em outras, se livra de situações complicadas e potencialmente perigosas.


    Algumas questões matemáticas do livro:

    1. Os 35 camelos
    A divisão dos 35 camelos ( O homem que calculava )
    Um pai de três filhos lhes deu a ordem que depois de morto, deveriam dividir os 35 camelos que possuía, de modo que o primeiro filho deveria receber a metade deles, o segundo deveria receber um terço e ao último caberia um nono.

    Como   não houve concordância entre os irmãos o que houve de fato com os mesmos ?


    A) Cada herdeiro (irmão) ficou então, com um número inteiro de camelos, maior que a parte inteira da divisão inicial .
    B) Os três irmãos tiveram uma concordância entre o sábio e foi feita a vontade de seu pai  
    C) O sábio não soube realizar o efetuamento do problema entre os herdeiros 
    D) Os três irmãos receberam de forma diferenciada e desigual a divisão feita pelo sábio .


     Resolução :

    A resposta correta é a alternativa A :
    O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
     

    - Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança
    esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a
    metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço,
    deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa 
    forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros 
    dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a 
    nona parte de 35 também não são exatas?
    A partilha, segundo a vontade do pai, seria: 

    Primeiro irmão : 35/2 = (17+1/2) camelos
    Segundo irmão: 35/3 = (11+2/3) camelos
    Terceiro irmão: 35/9 = (3+8/9) camelos

    Beremiz Samir notou que a soma das parcelas era menor que o total. Havia, 
    estão, uma sobra, uma gordurinha para queimar:

    1/2 + 1/3 + 1/9 = 17/18, menor do que 1
    sobra: 1 - 17/18 = 1/18
    1/18 do total = (1/18)*35 = 1 +17/18 --- um camelo e fração, quase dois 
    camelos!

    Notou, ainda, que, se acrescentasse um camelo ao total, ficando, então, 36 camelos, obteria divisões exatas, pois
    36 é múltiplo de 2, 3 e 9.
    Assim, ele juntou seu camelo ao grupo e dividiu:

    Primeiro irmão : 36/2 = 18 camelos
    Segundo irmão: 36/3 = 12 camelos
    Terceiro irmão: 36/9 = 4 camelos
    Total = 34 camelos
    Restaram , Sobraram = 2 camelos

    um para o matemático e outro para seu companheiro 




    2. A plantação de maçãs
    A vda90 maçãs ( O homem que calculava )
    3 irmãos tem uma plantação de maça. Após a colheita o irmão mais velho ficou
    com 50 maças, o do meio com 30 e o mais novo com 10. O pai deles estipulou
    que todos devem vender as maças pelo mesmo preço e ganharem a mesma quantidade de dinheiro .
     

    A) O primeiro vendeu 50; o segundo vendeu 30 e o terceiro 10.

    B)  5 cotas de 1 maçãs, ficar com 7 reais e 1 maçã , Segundo : 4 cotas de 5 maçãs ficando com 9 reais e mais 1 maçãs , Terceiro : 1 e fica com 8 real e mais 3 maçãs.

    C) 6 cotas de 2 maçãs, ficar com 7 reais e 10 maçã , Segundo : 4 cotas de 10 maçãs ficando com 4 reais e mais 5 maçãs , Terceiro : 7 e fica com 3 real e mais 1 maçãs.

    D) O primeiro : 7 cotas de 7 maçãs, ficar com 7 reais e 1 maçã , Segundo : 4 cotas de 7 maçãs ficando com 4 reais e mais 2 maçãs , Terceiro : 7 e fica com 1 real e mais 3 maçãs. 
     
     
     
     
     
    Resolução :
     
    Todos os filhos separam as maçãs em cotas de 7 e vendem essas cotas a 1 real. O Primeiro irmão que possui 50, vai vender 7 cotas de 7 maçãs, ficar com 7 reais e 1 maçã. O Segundo irmão que possui 30 venderia 4 cotas de 7 maçãs ficando com 4 reais e mais 2 maçãs.
     
     
     resposta correta é a alternativa D :

    O Terceiro irmão que possui 10, vende apenas uma cota de 7 e fica com 1 real e mais 3 maçãs. As maçãs que sobraram de todos são vendidas a 3 reais.
     
     
     

     
     

    3. A divisão dos 21 vasos de vinho
     

    21 garrafas de vinho, 7 cheias, 7 vazias e 7 pela metade precisam ser divididas entre 3 pessoas de modo que cada pessoa fique com a mesma quantidade de garrafas e a mesma quantidade de vinho. 

    A) O primeiro : 3 cheias , 2 metades e 2 vazia ; O Segundo : 1 cheias 4 metades e 2 vazias; O Terceiro : 2 cheias 4 metade e 1 vazias .

    B) O primeiro : 2 cheias , 3 metades e 2 vazia ; O Segundo : 2 cheias 3 metades e 2 vazias; O Terceiro : 3 cheias 1 metade e 3 vazias .

    C)  O primeiro : 3 cheias , 2 metades e 2 vazia ; O Segundo : 3 cheias 3 metades e 1 vazias; O Terceiro : 3 cheias 3 metade e 1 vazias .

    D) O primeiro : 2
     
     cheias , 2 metades e 3 vazia ; O Segundo : 2 cheias 2 metades e 3 vazias; O Terceiro : 1 cheias 3 metade e 3 vazias .
     
     

    Resolução : 
    Supondo que o vaso cheio tenha 1 litro de vinho então
     temos:
     que o meio cheio tem meio litro de vinho. Daí, fazemos a seguinte divisão:
    Sócio 1 recebe: 3 cheios, 3 vazios e 1 meio cheio = 7 vasos
    Sócio 2 recebe: 2 cheios, 3 meio cheios e 2 vazios = 7 vasos
    Sócio 3 recebe: 2 cheios, 3 meio cheios e 2 vazios = 7 vasos

    E cada um recebe a mesma quantidade de litro que é de 3 litros e meio. 
     
     
     

    4. As abelhas
    A quina parte de um enxame de abelhas pouco na flor de kadamba , a terça parte numa flor de silinda , o triplo da diferença entre estes dois números voa , sobre uma flor de krutaja e uma abelha adeja sozinha , no ar , pelo perfume de um jasmim e de um pandnus . Dize - me , bela menina , qual o número de abelhas ?

    A)30
    B)15
    C)60
    D)45


    Resolução :
    A resposta correta é a alternativa B :


    x/5+x/3+3.(x/3-x/5)+1=x
    x/5+x/3+3(5x-3x)/15+1=x
    x/5+x/3+2x/5+1=x
    (3x+5x+6x+15)/15=15x/15
    14x+15=15x
    15x-14x=15
    x=15 


     
    5. Problema de Lógica: As pérolas do rajá 

    Um rajá deixou às suas filhas certo número de pérolas e determinou que a divisão se fizesse do seguinte modo: a filha mais velha tiraria 1 pérola e um sétimo do que restasse; viria, depois, a segunda e tomaria para si 2 pérolas e um sétimo do restante; a seguir a terceira jovem receberia 3 pérolas e um sétimo do que restasse. E assim sucessivamente. A divisão proposta pelo velho rajá era justa e perfeita. Feita a partilha, cada uma das herdeiras recebeu o mesmo número de pérolas. Pergunta-se: Qual o número de pérolas? Quantas são as filhas do rajá?
    A)49 Pérolas e 7 Filhas
    B)42 Pérolas e 7 Filhas
    C)36 Perolas e 6 Filhas
    D)30 Pérolas e 6 Filhas

     Resolução :
    A resposta correta é a alternativa C :

    Seja x o número total de pérolas do rajá e q1, q2, q3 etc. as quantidades para cada filha. Portanto x = q1+q2+q3 etc.
    A primeira filha retirou 1 pérola mais 1/7 do restante:
    q1 = 1 + 1/7 * (x-1) = (x+6)/7
    Então restaram:
    x - q1 = x - ((x+6)/7) = (6x-6)/7
    A segunda retirou 2 pérolas mais 1/7 do restante:
    q2 = 2 + 1/7 * ((6x-6)/7 - 2) = (6x+78)/49

    Poderíamos agora calcular o restante e a quantidade para a terceira filha mas não é necessário. Como sabemos que as herdeiras receberam o mesmo número de pérolas, então, q1=q2=q3 etc. Assim, podemos igualar a quantidade q1 com q2 e encontrar o valor do número total de pérolas:
    q1 = q2
    (x+6)/7 = (6x+78)/49
    x = 36


    As pérolas eram em número de 36 e foram repartidas por 6 filhas. A primeira tirou 1 pérola e mais um sétimo de 35, isto é, 5; logo, tirou 6 pérolas e deixou 30. A segunda, das 30 que encontrou, tirou 2 mais um sétimo de 28, que é 4; logo, tirou 6 e deixou 24. A terceira, das 24 que encontrou, tirou 3 mais um sétimo de 21, ou 3. Tirou portanto 6, deixando 18 de resto. A quarta, das 18 que encontrou, tirou 4 mais um sétimo de 14. E um sétimo de 14 é 2, recebendo também 6 pérolas. A quinta encontrou 12 pérolas e retirou 5 e um sétimo de 7, isto é, 1; logo tirou 6. A sexta filha recebeu, por fim, as 6 pérolas restantes.


    6. Problema de Lógica : Vida de Diofante :
    Deus lhe concedeu graça de ser um menino pela sexta parte da sua vida. Depois ,por um doze avos, ele cobriu seu rosto com a barba. A luz do casamento iluminou-o após a sétima parte e cinco anos depois do casamento Ele concedeu-lhe um filho. Ah criança tardia e má, depois de viver metade da vida de seu pai o destino frio a levou. Após consolar sua mágoa em sua ciência dos números, por quatro anos, Diofante terminou sua vida. Quantos anos viveu Diofante?
    A)88
    B)76
    C)80
    D)84

    Resolução :
    A resposta correta é a alternativa D :
    x/6 + x/12 + x/7 + 5 + x/2 + 4 = x
    determine o mmc(6,12,7,2) coloca tudo sobre 84
    (14x + 7x+ 12x + 420 + 42x + 336 )/84= 84x/84
    cancele o denominador
    14x + 7x + 12x + 420 + 42x + 336 = 84x
    isole os termos que possuem a incógnita x pra esquerda e os numerais a direita
    só resolver a equação do 1º grau
    14x + 7x + 12x + 42x - 84x = -420 - 336
    75x - 84x = -756
    -9x = -756
    x = 756/9
    x = 84