quinta-feira, 28 de maio de 2015




                        O espelho do lago
 



 Eu escrevi o texto a seguir com intuito  de instigar e reflexão pessoal e  profissional na atividade escolar.


 
A margem de um lindo lago moravam uma grande quantidade de gaivotas. Todas viviam felizes e tranquilas, pois tudo que que precisavam estava naquele lago . Porém, havia uma gaivota muito esperta e preguiçosa. Ela não queria se dar ao trabalho de voar muito longe para se alimentar. Então, a garça preguiçosa  teve uma ideia genial!
Começou a espalhar aos quatro cantos que haveria uma obra por parte dos homens que tinha a intenção de secar o lago.
― Os primeiros sinais já apareceram! Afirmou a garça.
Todos  peixinhos do lago ficaram espantados com a notícia. Mas a garça veio com a solução.
―Meus amigos do lago, não fiquem tristes, eu me comprometo a leva-los a um lugar mais seguro perto daqui, no outro lado  da montanha.
Com muita pressa, todos trataram de se adiantar em receber ajuda da garça.
Mas um caranguejo começou a desconfiar dessa história...
Ninguém estava interessado em perder tempo. Todos queriam garantir o seu lugar o mais rápido possível.
A garça  disse que só podia transportar  um peixinho e talvez não houvesse tempo  transportar a todos. A fila de espera erra imensa e todos passavam o dia aguardando a vinda da garça.
O caranguejo, andando a beira do lago, percebeu que na verdade  o grupo que acampavam a beira do lago era semelhante a tantos outros grupos que costumavam passar por ali.
Uma coisa estranha aconteceu...Os peixes  que deixavam o lago nunca mandavam notícias.
Os dias foram passando e a garça mesmo com tanto esforço, não parava de engordar. O caranguejo, conversando com os outros pássaros, constatou que tudo era uma grande farsa da garça.
Mas, essa altura, a garça tinha se transformado em grande heroína do lago. Vendo que era inútil falar com os amigos do lago, tomou coragem e foi conversar com as  outras garças que também não ficaram nada satisfeitas com essa história. Os peixes já não existiam com tanta facilidade como antes e a vida ficava mais difícil.
Ao cair da tarde, enquanto  a garça preguiça enganava mais uma vez os peixinhos do lado, surgiram  uma multidão de garças trazendo no bico as carcaças dos peixes que haviam sido levados do lago.
Assim que amanheceu, as pessoas que estavam acampadas, viram no espelho do lago toda aquela sujeira e saíram desapontados porque aquele lago lindo, havia se transformado em um lugar  tão poluído.
Desde então, todo caranguejo esperto passou a andar para trás e os peixinhos do lago aprenderam que peixe bobo morre pela boca.
(Texto: Aline Gomes dos Santos)
 
 
 






1-  Se pensarmos o lago como sendo reflexo da nossa realidade  educacional. Qual seria o "reflexo do lago" que queremos na nossa prática educacional? 

2- Quem são a garças, os peixinhos e o caranguejo no sistema ou sistemas educacionais?

3- Como podemos ter ou ensinar o desenvolvimento do senso crítico nas escolas?

4-  Assim que amanheceu, as pessoas que estavam acampadas, viram no espelho do lago toda aquela sujeira e saíram desapontados porque aquele lago lindo, havia se transformado em um lugar  tão poluído.
  • O que o parágrafo acima motiva  a refletir sobre a preservação ambiental?




segunda-feira, 25 de maio de 2015





Inclusão do aluno Deficiente Visual:  uma prática possível.



 
Os sentimentos de pena, piedade e comiseração são frequentes em relação às pessoas com deficiência visual, o que leva muitas vezes à atitude de superproteção tais como protegê-las em casa ou em escolas especiais, guiar ou conduzir a criança, evitar que brinque com crianças videntes, deixá-la sentada para não se machucar, falar por ela ou tentar resolver os seus problemas. Esse conceito de deficiência como incapacidade e desvantagem, historicamente construído, é que manteve as crianças com deficiência visual em escolas especiais ou as tem conservado em atendimento segregado em salas de recursos até que estejam prontas para a integração escolar.
 Diversamente do que poderíamos supor, o termo cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão residual. Ela não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, mas, isso sim, prejuízo dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.
O desenvolvimento geral da criança deficiente visual é mais lento. A dificuldade motora das crianças cegas decorre muitas vezes por que elas não tem a possibilidade de imitar espontaneamente como as crianças que enxergam.
 
 As pessoas cegas, tem uma sensibilidade acima do normal para o tato, a audição e o olfato. Ciente dessa capacidade  permite ao professor  conduzir caminhos  para que possam a conhecer o mundo pelo toque.
É importante saber que deficiência visual pode abranger dois tipos: a cegueira e a baixa visão . A cegueira pode ser definida pela total ausência de visão ou a simples percepção de luz; segundo os mesmos autores, vários países ocidentais consideram que um olho é cego quando seu campo visual se encontra reduzido a 20º.
A baixa visão é a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados tais como: baixa acuidade visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou sensibilidade aos contrastes que interferem ou limitam o desempenho visual do indivíduo As inúmeras causas que provocam a redução da acuidade visual também levam a diferentes situações de ordem funcional da visão.
Em uma perspectiva educacional,  são considerados deficientes visuais  todas as pessoas que não têm acuidade visual, ou que tenham problemas visuais graves não solucionáveis com recursos ópticos comuns.
O aluno DV   deve  participar ativamente de todas as atividades juntos com seus colegas, inclusive os momentos de recreação.
Os professores para dar inicio a um trabalho pedagógico com a criança deficiente visual, deve em primeiro lugar saber o grau de deficiência para então usar o material adequado e estratégias mais adequadas a seu aluno, aliando realmente todas as possibilidades às suas necessidades.
Podemos classificar as deficiência visuais em dois grupos: o das pessoas portadores de cegueira e das pessoas portadores de visão subnormal, podendo ser uma deficiência de origem congênita ou adquirida. Pessoas portadores de cegueira são os indivíduos que apresentam desde a ausência total da visão, até perda de percepção de luz, sendo necessária a utilização do sistema Braille para a comunicação escrita, além de não utilizar a visão para a aquisição de conhecimento, mesmo que a percepção de luz possa auxiliar na orientação da mobilidade.
No grupo de pessoas portadoras de visão subnormal, que também pode ser denominado de visão reduzida ou baixa visão, estão indivíduos que apresentam desde a condição de indicar a projeção de luz até o grau em que a redução de sua acuidade visual limita seu desempenho. Podemos citar como exemplos de patologias que levam a este tipo de deficiência visual, a retinose pigmentar e o glaucoma. Tem-se dado ênfase na utilização do resíduo visual e o treinamento deste para o seu aproveitamento máximo.
Devemos dar muita importância a idade de ocorrência da perda da visão, porque se ocorre antes dos cinco primeiros anos de vida, o portador não será capaz de reter uma imagem visual útil. Ocorrendo após este período poderá trazer alguns aspectos positivos: formação de conceito de espaço, tamanho e forma; possibilitar relações afetivas precoces e percepção de objetos em relação simultânea de posição.
A enorme importância da visão para o ser humano se explica pois é a forma mais objetiva de experimentação humana, fornecendo detalhes que nenhum outro sentido pode fornecer. Se uma criança nasce cega, dependerá da audição e do tato para adquirir conhecimentos e formar imagens mentais. Porém, se a criança ficou cega após os cinco anos, terá retido imagens visuais e será capaz de relacioná-las com imagens auditivas e táteis com mais facilidade.
Como principais limitações da cegueira, podemos citar a privação de importantes pistas sociais (gestos, movimentos e expressões fisionômicas de outras pessoas), restrição da mobilidade independente em ambientes não familiares, impedimento de acesso direto à palavra escrita (sem a visão poderá passar a usar o Braille ou o Sorobam, que são mais demorados), dentre outras.
Além da limitações impostas pela presença da cegueira ou visão subnormal, várias consequências incidirão sobre o desenvolvimento da criança.
No desenvolvimento motor, onde a visão funciona como “auto estimulo” para o bebê, poderá acarretar atraso na mobilidade auto-iniciada (levantar o tronco quando está de bruços, sentar-se sozinha,…); atraso na iniciativa para alcançar objetos; atraso no movimento de preensão (seguras as mãos, pegar objetos,…); atraso na coordenação das mãos; surgimento de maneirismos (regressão aos padrões motores primitivos, com movimentos não direcionados, característicos até os três meses como movimentos reflexos).
O bebê cego nos primeiros meses de vida quase não se movimenta, por isso deverá ter uma estimulação precoce utilizando objetos com pistas sonoras (sons agradáveis) e
seus pais deverão ser orientados para colocar o bebê em diferentes posições para que possa viver a experimentação das várias posições corporais e desenvolver sua movimentação.
Na parte de desenvolvimento cognitivo poderá apresentar atraso da noção de permanência de um objeto, dificultando a capacidade de reconhecer a realidade externa como diferente da sua; utilização da coordenação áudio-manual (busca de um objeto quando estimulado por um som) com maior frequência do que a visual-manual, que estará comprometida, levando a uma menor manipulação e experimentação dos objetos; demora na compreensão de dimensões de objetos e na aquisição de noção de causalidade (causa e efeito) e dificuldade no aprendizado através da manipulação e jogos de construção (blocos), nestes casos podendo ser utilizada a argila como alternativa.
O desenvolvimento da linguagem também é afetado com a criança utilizando um número menor de palavras funcionais relacionadas ao seu ambiente (ali, lá, acima,…) e pode surgir o verbalismo, quando a criança vivência a experiência do outro pelo uso das palavras ou expressões sem corresponder com situações que tenha vivenciado.
O mais importante é criar o ambiente propício para a criança com deficiência visual conseguir alcançar um desenvolvimento compatível com o estágio de vida que se encontrar até que possa ter a capacidade de se tornar independente e ativa socialmente. Para tanto é extremamente importante que pais, cuidadores e profissionais de saúde formem uma “equipe humana” onde cada um terá seu papel na estimulação precoce da criança, inserindo-a verdadeiramente no contexto social.
Neste sentido, a equipe de saúde (pediatria, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia,…) deverá ser transdisciplinar e não sendo possível, pelo menos multidisciplinar, para que o
tratamento seja o mais eficiente e o menos traumático possível, dando a criança
toda a confiança e tranquilidade para seu desenvolvimento.

 
   Abaixo encontram-se os principais problemas de visão:



 
Baixa visão  ou visão subnormal
 
É aquela que os óculos convencionais ou lentes de contato não corrigem totalmente a visão, necessitando de auxílios ópticos para ampliar a aproximar objetos do seu campo de visão, como lupas, telescópios e óculos com graus especiais
 
Letras grandes e figuras sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem) 
 
 
 Uso de maiúsculas
 Usar o tipo (letra) Arial
 Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada)
 Usar entrelinhas e espaços
 Cor do papel e tinta (contraste)

Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se utilizar caderno de desenho ou encadernar um maço de sulfite, colocando capas (frente/verso) e em seguida traçar as linhas mais espaçadas, como no exemplo abaixo 5 cm, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.


Como identificar um aluno com baixa visão?
Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro; no segundo (projeção) o indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz.

   
Retinose pigmentar
Para uma pessoa com os primeiros sintomas de retinose pigmentar, o campo de visão fica parecido com uma imagem iluminada por uma vela, com o centro nítido e as bordas nebulosas

 A dificuldade de enxergar à noite é normalmente o primeiro sinal de alerta da retinose pigmentar, uma doença oftalmológica hereditária. Mas há outros sintomas importantes, entre eles diminuição do campo de visão, que pode fazer com que a pessoa tenha problemas para se movimentar sem tropeçar ou esbarrar em algo, diminuição na visão e alterações na percepção das cores e detalhes.
O que é?
Um erro genético na formação do DNA é o responsável pela perda gradual da visão. O problema acontece na retina, a 'lente' que capta luz no olho. Ela é composta por células fotoconversoras, chamadas cones e bastonetes. As primeiras são responsáveis pela nossa visão de detalhes (usada para leitura, por exemplo) e as últimas, pela visão de navegação. “Ambas traduzem a luz captada pelos olhos em impulsos nervosos levados a diversos pontos do nosso cérebro através do nervo óptico. Nas pessoas com retinose pigmentar, essas células morrem gradualmente, o que leva à perda da visão”.

 

 Catarata congênita
  

 
 A catarata pode ser detectada pela alteração do reflexo vermelho do olho. Perante uma alteração do aspecto róseo e uniforme do reflexo, a criança deve ser referenciada com urgência ao Oftalmologista.
A alteração do reflexo vermelho depende da MORFOLOGIA da catarata, a qual tem um largo espectro de apresentação. Vai desde uma pequena opacidade da cápsula anterior (pequena mancha do reflexo) até uma opacidade total (ausência de reflexo ou leucocória se a opacidade adquirir um aspecto branco). Quanto maior e/ou mais posterior for a opacificação do cristalino maior será a repercussão funcional e mais urgente deve ser a intervenção do Oftalmologista.

Tratamento


Depende da repercussão funcional da catarata. Na presença de diminuição importante da Acuidade Visual por obstrução importante do eixo visual o tratamento é cirúrgico e deve ser efetuado o mais precocemente possível antes que se instale nistagmo e estrabismo.

 
 
Glaucoma congênito
Os principais sinais clínicos são:
Lacrimejamento: os olhos estão sempre molhados, úmidos.
Fotofobia: quer dizer medo da luz. A criança não tolera a claridade.
Buftalmia: olhos grandes, desproporcionais ao rosto do bebê, parecem saltar das órbitas. Quando atinge apenas um dos olhos, é assimétrica.
Córneas (olhos que lembram a jabuticaba): muitas vezes a córnea apresenta coloração azul violácea. Isso se deve ao edema provocado pela pressão alta intraocular, dando a impressão de que a córnea ocupa todo o espaço, ficando difícil ver a pupila e a íris.
Em alguns casos, não há edema e os olhos apresentam apenas uma leve diferença de tamanho.



Miopia

A miopia é uma condição comum em que a pessoa vê objetos próximos com clareza, mas objetos mais distantes são borrados. 







Hipermetropia

A pessoa hipermétrope possui a visão borrada (sem nitidez) para objetos localizados próximos ao olho. Já a visão de longe pode ser normal.
Este problema de visão é corrigido com o uso de óculos ou lentes de contato convergentes ou convexas. Outra opção é a cirurgia refrativa.
  
 
 
 
 
 
 
 Astigmatismo
 

O astigmatismo ocorre quando a córnea apresenta uma maior curvatura em uma direção, o que distorce a visão para perto e à distância também.
O astigmatismo se caracteriza pela formação da imagem em vários focos, em eixos diferenciados. Uma córnea normal é redonda e lisa, no caso de quem tem astigmatismo, ela é mais ovalada, isto faz com que a luz se refrate por vários pontos da retina em vez de se focar em apenas um.

Para as pessoas com este problema, todos os objetos – tanto próximos como distantes – ficam distorcidos. As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. A sensação é parecida com a distorção produzida por um pedaço de vidro ondulado.
Porém, o astigmatismo também pode surgir devido a um trauma nos olhos, doenças oculares, como ceratocone, ou cirurgia mal feita, não sendo causado por se ler no escuro, ficar perto da televisão ou utilizar o computador muitas horas seguidas.



Estrabismo

Existem diversos tipos de estrabismo; o olho afetado pode estar desviado em direção ao nariz (estrabismo convergente), para o lado (estrabismo divergente), para cima ou para baixo (estrabismo vertical). Pode haver uma combinação de desvio horizontal e vertical num mesmo paciente, como, por exemplo, em direção ao nariz e para cima.
Antes dos quatro meses de idade, os olhos do bebê podem apresentar pequenos desvios, porém raramente e por períodos de tempo muito curtos. Isso ocorre porque os reflexos que alinham os olhos ainda não estão maduros. Após os quatro meses isso não deve mais ocorrer, pois qualquer desvio ocular frequente ou permanente, em qualquer idade, é estrabismo e não cura sozinho.

 


SURDEZ E INCLUSÃO
 
 
 
 
A democratização da democratização do ensino não quer dizer  a inclusão de todos, indiscriminadamente na classe regular. A proposição de que os alunos surdos convivam com as demais crianças só é compreensível desde preservadas as suas necessidades educativas especiais, o que inclui a língua Brasileira de Sinais ( LIBRAS ), como garantia de compreensão, comunicação, transmissão de conteúdos pedagógicos e mediação de valores psico-sócio-culturais.
 
A educação da criança surda, há modalidades de atendimento em educação em classe regular sem dar ao professor e à escola , o suporte necessário à sua  ação. Isso é ignorar que esses alunos são seres únicos que têm necessidades especiais. Com uma mudança no currículo e de metodologia, os professores devem trabalhar em equipe, junto com os pais e ter uma troca com a comunidade.
 
Passou a existir uma nova proposta na educação da criança surda, a modalidades a de atendimento oferecidas em classe regular com acesso periódico à sala de recursos em classe especial e escola especial.
 
Devemos pensar na inclusão do aluno surdo, na fase de alfabetização com muito cuidado, pois é um aluno que não domina a Língua Portuguesa para usar como comunicação a aquisição de conhecimentos e conteúdos, o que já acontece com alguma dificuldade mesmo nas classes especiais.
Como fazer que ocorra sucesso nas classes regulares?
 
 A criança surda a prende a Língua de Sinais com a mesma rapidez e competência do que as crianças ouvintes . A criança ouvinte aprendem uma linguagem oral (português, por exemplo), As mãos amadurecem mais rapidamente que a laringe e, portanto a criança sinaliza antes de falar. Assim que domine as regras gramaticais da língua de sinais ao mesmo tempo que  criança domine uma língua de modalidade oral, a criança surda começa se comunicar por sinais antes que uma criança ouvinte consiga falar.
A proposta educacional deve defender o bilinguismo, com aprendizado das duas línguas, com aprendizado das  duas línguas o que facilita  o seu pleno desenvolvimento cognitivo com  compatível com o seu potencial intelectual  e também deve facilitar as trocas com o meio social. Suas interações serão maiores se maiores forem as possibilidades de comunicação.
Para que isso aconteça é importante investir na capacitação de professores especializados. Também estimular os jovens surdos a fazem o curso de formação de professores ou fazer parte da monitoria, pois eles são mais adequados professores para as crianças surdas.
O serviço público de fonoaudiologias é muito importante.
Políticas  Públicas na área de educação devem propor:
- O estímulo do jovens surdos participarem na comunidade escolar.
-Acompanhamento do professor que tenha alunos com necessidades especiais. É uma proposta curricular portanto a direção, os professores, a equipe de apoio, pais e alunos devem estar todos envolvidos.
-Utilização de recursos de informática, não apenas nas atividades de ensino aprendizagem coo também para o desenvolvimento da oralização (volume da voz, articulação dos lábios, etc.).
Com todas políticas públicas que ofereçam todos os serviços e trabalhos, a inclusão conseguirá obter êxito e dará certo ao fornecer condições verdadeiras de "sentir-se incluído" na nossa sociedade, respeitando os seus direitos de cidadania.
 
 
 
 
 

A Língua de Sinais

Aprender a se comunicar com a língua de sinais é mais do que decorar o alfabeto de libras. É um modo diferente de se comunicar.
A criança não surda em processo de alfabetização soletra a palavra casa na BOLA a pessoa surda tem um gesto para descrever a mesma palavra .














FAMÍLIA



FILHA


FILHO



IRMÃ

IRMÃO
 

MÃE




PAI
 

AVÓ


AVÔ





Alfabeto









As expressões faciais













Indico alguns sites que podem ajudar e iniciar uma compreensão da linguagem de sinais:

http://www.dicionariolibras.com.br

http://10palavras.com.br/lingua-brasileira-de-sinais-libras/

http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=69


http://culturasurda.net/2013/12/21/video-dicionario-libras/

http://www.ecolorir.com/apostila-de-libras.html

domingo, 24 de maio de 2015




INCLUSÃO
 
 
 
Uma criança deficiente não é respeitada se for abandonada à sua deficiência, se se negar a realidade da sua deficiência. É respeitada se a sua identidade, a sua originalidade da qual a deficiência também faz parte, se for favorecida e quase provocada, isto é, se ela for levada a desenvolver-se tal é a atitude realista ativa em situação e em relação se for ao contrário temos o realismo inerte. (CANEVARO,1984, p.1) 
 
 
 
 
 
 
 
 


Inclusão ou exclusão?




 As pessoas com necessidades especiais foram tradicionalmente marginalizadas ao longo da história da humanidade e como a deficiência foi marcada na parte social, política econômica e religiosa, seja em razão da própria concepção que se tem de homem, do mundo e de sociedade.

Hoje fala-se de inclusão nas escolas. Mas  será que todos os professores estão preparados? Será que os alunos especiais se sentem realmente incluídos nas escolas especiais, que só atendem crianças especiais? 

 O conceito que o professor é concebido como o único responsável pelo sucesso ou fracasso. Porém acreditar que o único objetivo a ser alcançado pelas simples modificações legais, seria simplificar e complexidade a real inclusão dos alunos que possuem necessidades especiais. Não é apenas inserir esses alunos   em uma sala de aula. Não é o aluno que deve se adequar ao ambiente, mas tanto os profissionais da  educação quanto o ambiente deve pensar a melhor forma de proporcionar a acessibilidade de materiais e de espaços para que possam  se integrar a comunidade escolar com naturalidade.
 
A proposta de uma instituição com uma equipe interdisciplinar na prática quando se vê diante de um aluno com necessidades especiais em uma turma, o professor se vê sozinho diante de um desafio no qual não foi prepara para enfrentar. Cada criança é única  em cada tipo de deficiência existem diversos graus ou características individuais.
 
 
 É verdade que propostas correntes nessa área referem-se ao auxílio de um professor especialista e à necessidade de uma equipe de apoio pedagógico. Porém, a solicitação destes recursos costuma ser proposta apenas naqueles casos em que o professor já esgotou todos os seus procedimentos e não obteve sucesso. A equipe, não raro, ao invés de estar desde o princípio acompanhando o trabalho do professor com toda a turma, é utilizada como último recurso para encaminhar somente aqueles alunos com dificuldades extremas em relação à aprendizagem. Neste sentido, o papel da escola fica restrito ao encaminhamento para serviços outros que, via de regra, só reforçam a individualização do problema e desresponsabilizam àquela em relação às dificuldades do aluno.
 
 A deficiência pode ser: física, sensorial, cognitiva, múltipla, altas habilidades, necessitando de recursos especializados para desenvolver seu potencial ou minimizar sua dificuldade.  Para a criança com deficiência é importante ser reconhecida socialmente, embora sua estrutura seja diferente, fazendo com que muitas crianças não frequentem as escolas por serem excluídas. Quando existe, por exemplo, um jogo no qual as crianças ditas normais começam a escolher os companheiros, aquelas crianças que não vão conseguir ter um bom desempenho são excluídas das atividades cooperativas e com isso não vão participar do grupo.


Os professores comuns e os da educação especial precisam trabalhar juntos, numa mesma sintonia, para que o trabalho se realize eficazmente. O trabalho de cada professor é diferente, o professor de sala de aula comum ensina as áreas do conhecimento e o professor do AE complementa a formação do aluno com recursos que contribuem para seu aprendizado e faz com que o aluno aprenda com autonomia, onde antes não era possível. 

Cada aluno tem um tipo de recurso para ser utilizado, um atendimento diferenciado, alunos com mesma deficiência podem precisar de atendimento diferenciado. Por isso, para planejar o atendimento, não é saber as causas, o diagnóstico, antes disso vem a pessoa, o aluno, sua história de vida, seus desejos e suas diferenças.








sexta-feira, 15 de maio de 2015



 
MATEMÁTICA DIVERTIDA

 
 
Competência e habilidades na escola básica
 
A questão na formação de nossos  alunos que cuide  do desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico na aprendizagem da matemática. São habilidades básicas para a comunicação e resolução de problemas:
 1) Capacidade de utilização das linguagens para aprender significados, transformá-los para construir novas aprendizagens.
2)  Compreensão de uma situação que  exige resolução e identificação de dados ,construção de estratégia na busca da resolução na resolução de situações problema.
3) Ler, escrever ,compreender e resolver problemas em matemática.
4) Aprender comunicar matematicamente -  as atividades que requeiram comunicação ajudam  a esclarecer, refinar e organizar seus pensamentos. Trocando ideias e experiências em grupo, comunicando suas descobertas e dúvidas e ouvindo a ideia do outro, o aluno interioriza os conceitos e os significados envolvidos nessa linguagem.


REPRENSENTAÇÕES PRICTÓRICAS EM MATEMÁTICA

É muito comum no ensino de matemática usar a expressão pictórica na compreensão das operações através  formações gráficas como círculos  para facilitar  o significado das frações e retângulos quadriculado como suporte à ideia de multiplicação.






Nas aulas de matemática, a representação pictórica pode ser representada de diversas formas, como um desenho para resolver um problema, representar uma atividade feita ou ilustrar um texto.


 O desenho pode ser proposto pelo professor depois da realização  de uma atividade de forma que os alunos registrem o que fizeram.



O repertório pictórico pode ser ampliado gradualmente.  Exemplo Dona Maria fez 15 doces e distribuiu igualmente para 5 crianças.
As crianças tem muitas possibilidades de resolver o problema. Vejamos alguns exemplos








ATIVIDADES MATEMÁTICAS FEITAS COM  O CORPO

Ajudam na aprendizagem dos cálculos de forma concreta e lúdica além de despertar o espírito de coletividade.

 
  BRINCADEIRA AMARELINHA




 
 
   
DESCRIÇÃO DO JOGO

 Em um solo plano desenhar a amarelinha
 O giz é o melhor meio de desenho em asfalto, pedras e concreto. Os quadrados devem ser grandes o suficiente para caber um pé e garantir que a pedra jogada nele não saia tão facilmente. Embora haja variantes no desenho, uma amarelinha típica é mostrada aqui.
  • É comum designar a seção número “10” como o local de descanso. É onde o jogador tem um tempo para se virar ou recuperar o equilíbrio. Às vezes, um nome mais criativo, como “Céu”, é dado a esse espaço




FACILITA

 - A coordenação motora e lateralidade;
- Trabalha números em ordem crescente e decrescentes;
-Desenvolve a concentração e percepção;
-Identificação e nomeação  de cores e formas geométricas;
-Reconhecimento dos números de 0 a 10.

 UTILIZAÇÃO DO JOGO

1 Quem for começar  joga a pedrinha na casa marcada com o número 1  e começa a pular de casa em casa, partindo da casa 2, até o céu.
2. Só pode por um pé de cada vez em cada casa. Quando há uma casa ao lado da outra, pode colocar os  dois pés no chão.
3. Quando Chegar ao céu, o jogador vira e volta pulando na mesma maneira, pegando a pedrinha quando estiver na casa 2(sem colocar o pé no chão).

 Perde a vez quem:
- Pisar nas linhas do jogo
-Pisar na casa onde está a pedrinha
- Não acertar a pedrinha na casa onde deve cair
- Não conseguir (ou esquecer) de pegar a pedrinha na volta
- Ganha quem pular todas as casas primeiro







   BRINCADEIRA CARACOL

DESCRIÇÃO DO JOGO
Os participantes desenham um grande caracol (espiral) no chão, dividido em 18 pedaços. A cada três partes, marcam um X e, no centro, escrevem "casa".

FACILITA
-Números e quantidades
-Sequência numérica (ordem crescente)
- Sucessor e antecessor
- Expressão corporal
- Percepção visual
- Oralidade

 
UTILIZAÇÃO DO JOGO

Proponha à turma brincar com o trajeto em caracol, conforme a imagem.
a criança joga a pedrinha em um número. O objetivo é chegar ao centro do caracol, pulando com um pé só de número em número exceto  no número  que estiver a
pedrinha.
O jogador não poderá pisar na linha, apoiar as mãos no chão, cair  ou pisar com os dois pés. Caso isso acontece, a criança deve passar a vez ao próximo colega. Quem conseguir chegar ao centro deve  fazer o caminho de volta da mesma forma, recolhendo a pedrinha. Em seguida, deve  jogar a pedrinha no próximo número da sequência. Estimule todos a participar da brincadeira.
                                                             




  BOLICHE MATEMÁTICO
 

DESCRIÇÃO DO JOGO
10 garrafas plásticas do mesmo tamanho e 2 bolas.
Etiquetar cada peça com os numerais que estão sendo trabalhados. Definir a operação a ser trabalhada.
Conforme os números das peças derrubadas, os alunos da equipe deverão somar e falar o resultado. Pode-se usar papel, calculadora ou cálculo mental, conforme a idade ou os números selecionados para o jogo.



FACILITA

-Coordenação viso-motora
-Percepção tátil e visual
-Raciocínio matemático.

UTILIZAÇÃO DO JOGO

Coloque as garrafas em forma de triângulo.
Trace uma linha no chão.  
Os jogadores ficam atrás da linha e jogam a bola em direção às garrafas, na tentativa de derrubá-las. Cada um deve jogar as duas bolas, uma de cada vez, e depois contar a quantidade de garrafas que derrubou, que corresponde ao número de pontos do jogador.

 
                                    

                                          

BRINCADEIRA CINCO MARIAS

     
DESCRIÇÃO DO JOGO
Recorte cinco retângulos de tecido, se possível de cores diferentes. Cada retângulo deve ter, mais ou menos, 3 centímetros de largura por 4 centímetros de altura. Dobre um dos retângulos no meio e costure as laterais, deixando uma entrada aberta. Pela abertura, preencha o saquinho com areia, arroz, feijão ou outro tipo de semente ou grão. Ele não deve ficar muito cheio. Costure a abertura. Repita a operação com os outros saquinhos.


FACILITA
- Desenvolvimento motor
-Raciocínio logico, matemático
-Estratégia

UTILIZAÇÃO DO JOGO

Há várias fases e ganha quem conseguir ir mais adiante nelas. Na primeira etapa, as cinco marias são lançadas no chão. A pessoa escolhe uma delas e a joga para o alto. Com a mesma mão, pega uma das outras quatro que ficaram no solo e tenta recuperar a que está no ar sem deixá-la cair. Quem conseguir pegar todas vai para a próxima etapa, na qual tem de pegar duas marias antes de segurar a que está no alto. Essa sequência segue até a quarta etapa, na qual o jogador deve recolher quatro peças. Na quinta, todas as marias são colocadas de volta ao chão. Com uma das mãos, o jogador tem de fazer uma ponte - com a mão esquerda apoiada no solo pelas pontas do polegar e do indicador. Aí, joga para cima uma peça, enquanto passa uma de cada vez por baixo da ponte. Recolhe-se, então, a que está no ar sozinha. Quem errar perde a vez para o próximo e depois retoma de onde parou.



                                         
JOGOS DE MESA

Propõe qualidades como concentração, atenção e pensamento lógico.

  JOGO DOS NÚMEROS 



DESCRIÇÃO DO JOGO
- 10 tiras de papel grosso recortadas em três parte cada uma. Na primeira subdivisão, números impressos de 1 a 10 ; na segunda subdivisão, figuras coloridas impressas e 1 a 10; e na terceira subdivisão, pontos correspondentes às mesmas quantidades.

UTILIZAÇÃO DO JOGO
- Misturar as peças e volta-las para baixo (todas)
-Cada jogador escolherá três peças para tentar formar uma sequência; se acertar as associações nas três partes, fica com as peças.
Ganha o jogo quem ficar com o maior número de placas.


POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO

-Descrever e contar as figuras.
-Encaixar as peças, levando em contra a associação entre numeral e quantidade de objetos e pontos ( o material é autocorretivo, pois se a associação estiver errada, a peça não encaixa).
-Organizar sequencia crescente e descrente de números nas placas completas.
-Organizar sequencia de objetos.
-Organizar sequência de pontos.


FACILITA

-Discriminação visual.
-Associação de número a quantidade.
-Sequencia numérica.
-Contagem.
-Discriminação de quantidades.
-Reconhecimento de números e numerais.



PRIMEIROS QUARTETOS  
 

DESCRIÇÃO DO JOGO
   - 36 Cartelas em papelão  com figuras  representando objetos e seres bem conhecidos. O jogo tem como função juntar os pares (figuras localizadas nas extremidades das figuras centrais)
 
POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO
-Jogar como quarteto, ou seja, distribuir todas as cartas entre os participantes (de dois e seis). Ganha quem conseguir baixar à mesa o maior número de quartetos. Os quartetos são formados através de um rodízio entre os participantes.

                                                                                      
 
FACILITA
-Atenção.
-Memória
-Associação de ideias.
-Compreensão de regras simples
-Socialização.
 
 


DOMINÓ  JÁ SEI CONTAR ( Grow )

DESCRIÇÃO
28 peças de papelão divididas ao meio; deum lado, o numeral e de outro, quantidades de objetos de um a sete

POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO
-jogar como dominó com dois a seis participantes, estabelecendo relação entre numeral e quantidade.
-Ordenar as peças: por sequência de quantidades e por sequencia de numerais


FACILITA
-Contagem
-Associação de números a quantidade
-Ordenação, símbolos, números e quantidades.
- Classificação de números pares e ímpares.


 




Conflitos de gerações



 
 
As diferentes gerações

 

                                                    Alpha - A nova geração

  

Origens e conflitos das diferentes gerações no contexto profissional

O início das classificações
Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas. E isso significa que mais pessoas de diferentes gerações estão e estarão convivendo em ambientes como o trabalho, a escola e em casa.
 
 A convivência entre diferentes é, quase sempre, um problema. Isso também ocorre quando a diferença envolve faixa etária, uma vez que grupos de variadas gerações podem possuir valores e interesses muito distintos.
 
Muitos pais e professores nasceram num tempo em que a televisão era o principal meio de comunicação. Esses mesmos pais e professores convivem hoje com crianças e jovens que estão, quase todo o tempo, numa realidade tecnológica e virtual muito mais avançada do que aquela que eles experimentaram. As crianças e adolescentes de hoje já nasceram no mundo em que internet, celulares, computadores, tabletes, videogames, redes sociais etc. são considerados parte da realidade e, portanto, indispensáveis.

Estamos vivenciando o surgimento de uma nova sociedade. A Internet dissemina um conceito de universo social, criando tribos sociais que vão  desde o consumismo desenfreado até a militância de causas ambientalistas.
A sociedade que avança em vários sentidos, porém, questionável em suas atitudes e o seu contexto enquanto sociedade. A liquidez, a qual Bauman propõe vem do fato que os líquidos não têm uma forma, ou seja, são fluídos que se moldam conforme o recipiente nos quais estão contidos, diferentemente dos sólidos que são rígidos e precisam sofrer uma tensão de forças para moldar-se a novas formas.
Os fluídos movem-se facilmente, quer dizer: simplesmente “fluem”, “escorrem entre os dedos”, “transbordam”, “vazam”, “preenchem vazios com leveza e fluidez”. Muitas vezes não são facilmente contidos, como por exemplo, em uma hidrelétrica ou num túnel de metro, lugar que se pode observar as goteiras, as rachaduras ou uma pequena gota numa fenda mínima. Os líquidos penetram nos lugares, nas pessoas, contornam o todo, vão e vem ao sabor das ondas do mar.
 
Essa instabilidade se reflete na família na escola e na sociedade. Os valores são movidos pela motivações pessoas em detrimento ao bem comum.
O individualismo é  marca na nova sociedade. As relações tornam-se cada vez mais superficiais.
 
Estamos tão automatizados que não conseguimos perceber nas diferenças as qualidades e potencialidades  que o professor e os alunos podem desenvolver em conjunto.
 
A escola que se propõe o despeito as diferenças em pessoas de diferentes idades e costumes  possam conviver em um mesmo ambiente de trabalho, trocando experiências e gerenciando conflitos em períodos cada vez menores.
 
Buscar atividades de integração entre a família, os alunos e a escola e promover momentos de escuta dessas gerações, devem fazer parte das atividades das instituições que procuram maior entrosamento entre a comunidade escolar e que, tentando compreender e buscando alternativas para solucionar problemas, prosperem na missão de formar cidadãos conscientes para construção de um mundo melhor. 



Entenda as principais características das gerações mais recentes na humanidade:


A geração Baby Boomer
A Geração Baby Boomer  estas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. No trabalho seus valores estão fortemente embasados no tempo de serviço, e preferem ser reconhecidas pela sua experiência à sua capacidade de inovação.
 
Os Boomers também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferiam a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana do que as guerras.
 
Nos dias de hoje os pertencentes à geração Baby Boomer, em sua maioria, ocupam os cargos de diretoria e gerência nas empresas. Por exercerem funções de chefia, e muitas vezes em nível estratégico, chocam-se diretamente contra as gerações mais jovens no que diz respeito aos seus ideais, o que ocasiona um contraste de comportamento e valores considerável, que já é apreciado com grande cuidado nos setores de recursos humanos e estratégico das organizações, que por sua vez tentam administrar positivamente os conflitos e reverter as diferenças em potenciais de atuação.
 
A Geração X
Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia a Geração X surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 60 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou no Brasil acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
No meio profissional a Geração X é caracterizada atualmente por certas resistências em relação a tudo que é novo, além de apresentar insegurança em perder o emprego por pessoas mais novas e com mais energia. Estas formam a sucessora da Geração X: a Geração Y.
 
 
A Geração Y
Nasce então na década de 80 a Geração  presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y se individualiza ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler os e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres. Essa geração também apresenta um desejo constante por novas experiências, o que no trabalho resulta em querer uma ascensão rápida, que a promova de cargos em períodos relativamente curtos e de maneira contínua.
 
 
A Geração Z
 
A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como sentar-se à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto aos contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web.
Os jovens da Geração Z apresentam um perfil mais imediatista. Querem tudo para agora e não têm paciência com os mais velhos quando estes precisam de ajuda com algum equipamento eletrônico ou algum novo recurso da informática. Esse tipo de atitude sugere que tais jovens terão sérios problemas quanto a sociabilidade, quando serão exigidas habilidades para se trabalhar em equipe.